quarta-feira, 22 de julho de 2009

E sobre todas as coisas que eu já senti jamais foi igual. Ao redor de seus braços eu me sentia confortável, como se eles estivem sido modelados exatamente para meu corpo encaixar. Ouvir sua respiração ofegante ao meu ouvido. Seus lábios delicadamente tocavam os meus, como se eu fosse um cristal prestes a quebrar. Nossas mãos se entrelaçavam como se fossem feitas para ficaram unidas para sempre. A cada palavra sua voz inibia os demais sons que estavam presentes. Seu olhar, tranqüilo e seguro fixava o meu. Não sei se ele percebia minha segurança ao seu lado, mas cada minuto eu sentia-o me fitando mais ainda. Eu estava lá, quase esquecendo de respirar, a única coisa que me lembrará era a minha vontade de ficar ali para sempre. Eu não tinha um relógio para fazer o tempo parar, e ele precisou ir. Fiquei para. Imóvel. Esperando seu ultimo fio de cabelo desaparecer da minha vista. Pronto, ele se fora. E agora restava eu ali parada, em meio ao nada. Só me lembrei de sorrir. Ou foi tudo automático, sensação de tremor. Virei sentido oeste, precisara ir embora. Me deparei novamente com o mais puro e sincero sorriso nos lábios. Se não amor, o que seria?

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