segunda-feira, 6 de outubro de 2008

e la vem ela bater em minha porta. vem vazia. sombria. junto com a escuridão. esta louca para me prender. para me ter entre seus braços. sentimentos de profunda agonia sufocam meu coração. eu tenho medo do que ela pode me causar. eu tenho medo. o que a fez vir até aqui. tão longe. eu estava tão bem antes dela. eu estava feliz. ria como uma criança a presença do palhaço. estranho como ela veio tão depressa. surpreendente. fria e importunante. sem convite. simplesmente apareceu. deu tres batidas. e ao abrir a porta. me sufocou. foi como se algo muito ruim acontecesse sem ao menos eu perceber. como cair em um abismo em um daquele sonhos. eu tentei evitar. agi como se nada houvesse acontecido. foi em vão. então gritei. esperneei. chorei alto para alguém escutar. mas parecia que estávamos sozinhas. eu e ela. tão avassaladora quanto qualquer outra coisa. meu coração não sabia se pulsava de medo. ou angustia. eu não sabia qual seria a próxima etapa. tentei lutar varias vezes contra. mas era simplesmente mais forte do que eu. felizmente hoje posso contar com segurança. tudo o que me ocorreu. sei que jamais ela irá me atormentar. essa dor nunca mais vou sentir. pois desisti de sofrer ao tentar amar. depois que fui abandonada por alguém. que me jurou amor terno. não quero mais lutar por outra pessoa. amar de novo? espero que não. minhas tardes passo apenas relembrando. e tentando esquecer. vivo agora com ela. como se fossemos amigas de infância. aprendi a lidar com o que ela me faz sentir. controlo minhas emoções e vontades. virei um robô. literalmente. que vive sem o amor. solitário. apenas esperando a hora de entrar em decomposição. para finalmente me libertar eternamente dela. alguns chamam de incomodo. pra mim a solidão passou a ser uma companhia.

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